sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Meu corpo é o teu corpo!


De que serve toda a massa que constituí o meu corpo!? Há momentos em que se torna no mais puro impedimento e seja qual for a postura adoptada do disfarce barato a nossa alma está de joelhos, curvada perante o insucesso da realização. Aguardas que o tempo leve nas suas vontades esse corpo inútil, enquanto eu fico noutra dimensão construída pelas minhas mãos. O que te resta? ... A sensação na ponta dos dedos de um corpo perdido, de uma essência que em ti ficou. As mentiras do corpo confundem todo o leigo que nelas se baseie, pois um corpo despido do preconceito que marca o Homem só poderá ser apreciado por toda a raça vestida desse mal que tão bem caracteriza o teu jeito.
Permaneço na busca incessante pela compreensão de cada curva, de cada recanto, de cada maravilha, porém a reticência do medo que o teu corpo se torne na primeira cova do teu esqueleto mostra-me toda a arrogância que existe num corpo selvagem. Atrevo-me, aliás, a afirmar que o corpo se baseia no carácter de cada um, em que os corpos feios apenas se limitam a espelhar os "podres" que existem em ti.
Corpos mortos, deixam-se ficar por aí, vagueando sem rumo, pois a grandiosa indiferença que tão bem os distingue do simples mortal, espelha toda a beleza que há em si!

3 comentários:

Daniel Silva disse...

Oix Hugo, :)

Parabéns pelo texto. A foto ilustra-o bem, mas este está muitíssimo bem conseguido.

"Aguardas que o tempo leve nas suas vontades esse corpo inútil, enquanto eu fico noutra dimensão construída pelas minhas mãos."

É uma imagem apelativa que dá para deambular por muito lado.

Hugs :)

Raciocínico disse...

Muito à http://www.youtube.com/watch?v=rM4hLdHnyU8

Sílvia disse...

"Meu corpo é o teu corpo o desejo entregue a nós, sei lá eu o que queres dizer", pronto não ligues mas foi o que me ocorreu

bjo***