quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Dream, think and do!


Quando envoltos por um sono profundo, produzimos belas obras literárias, os sonhos! São desejos puros onde a verdade descoberta pela inteligência é estéril, não produz a beleza de um gesto... Projectos realizados! Todos os factos não passam de meros sonhos, que perduram no tempo e, num ambiente mais drástico, de espessos pesadelos e confusos imaginados pelo Homem. Todo o projecto ambicioso de cada um não passa de fantasias que se tornam no alívio da miséria dos que insistem em manter acordado em si tal situação.
O sonho não cansa, pois trduz-se no esquecimento que tudo alivia, sendo mais um sono onde o sonho não marca presença, pondo à prova a nossa atenção. Essencialmente reproduzem-se nos factos que observamos, onde os sonhos se inserem nos próprios sonhos criando-se uma atmosfera utópica, onde se manifestam na falsificação da actividade original do inconsciente que cria sem cessar. Há que censurar e condenar todo o gesto, pois o simples esforço é um sonho perdido em torno de uma vida falhada.
Toda a fantasia idealizada resume-se a um simples sonho, onde o erro fatal se manifesta no simples acordar.

5 comentários:

Daniel Cândido da Silva disse...

Olá Hugo

Deixa-me fazer sobressair isto, pela beleza que encerra e pela realidade que também é, e que valeria só por si:

"Quando envoltos por um sono profundo, produzimos belas obras literárias, os sonhos! São desejos puros onde a verdade descoberta pela inteligência é estéril, não produz a beleza de um gesto...(...) Toda a fantasia idealizada resume-se a um simples sonho, onde o erro fatal se manifesta no simples acordar."

Abração

Ricardo disse...

O melhor sonho por vezes, é o que sem acordado!

Abraço

Daniel Fernandes disse...

Caro Hugo, sonho nós temos mesmo acordados, mas é a dormir que eles sabem melhor.
Nos sonhos sempre ou quase sempre conseguimos ser nós próprios, verdadeiros e realistas.

Abraço.

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

Como sempre tudo muito bonito por aqui.
Só passei para dar um abraço


No entardecer,
o sol dança com a chuva
e um arco-íris
no horizonte tinge...
Espera a lua surgir
e entre as nuvens
uma estrela luzir.
Depois, a terra sorri
quando na noite escura
o céu clareia...
Um véu de estrelas
abraça a lua cheia...
O poeta fecha os olhos
e sente o poema
correr em suas veias.
A lua deita no mar
e o sol, novamente
beija a areia.

(Sirlei L. Passolongo)

V disse...

lindo texto :)