... Receio que os meus dias de blogger estejam prestes a terminar!
sábado, 22 de setembro de 2012
Porque tudo, sim tudo, tem um fim.
... Receio que os meus dias de blogger estejam prestes a terminar!
Até breve!
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Suja, alma em ti
A minha alma
está suja,
Preciso
vendê-la,
De nada
serve tentar lavá-la.
A água!?
Essa apodreceu,
No destoar
de um qualquer sabão.
Sujidade velha,
algo permanente, odeio-te.
A minha alma
oculta-se em mim,
De tão suja
quase a consigo disfarçar,
Ninguém
daria por tal, alma imunda.
Sigo, duro,
de gestos controlados,
Oculto uma
podridão em mim,
Tanto dá,
guardá-la ou chutá-la,
O nojo? É o
mesmo, sou eu.
Ai, se eu
pudesse livrar-me de ti,
Horas de
sofrimento,
Esfregando e
polindo noite após noite,
Essas nódoas
que te consumiam lentamente,
Na tentativa
de guiar-te,
Transformar-te
numa alma de homem sã,
Que outrora
serviu-te à boca,
Sem nojo,
asco ou rancor,
Onde te
confessavas,
Num silêncio
mudo de conteúdo,
Num sujo
infame,
Triste,
banhado em doença,
Mortal desgosto
na pele irritada.
Inútil,
desajeitada, fútil,
Alma posta
sobre a mesa,
Depressa,
queimo-a,
Dissipo-a,
enjoo-a.
Pausadamente,
débil e tranquila,
Uma outra
alma apoderar-se-á,
Renasço.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Hábil balanço
Inês Castel-Branco
Você! Sim, você, se quiser conquistar a minha atenção,
Cor sentida, de um cheiro intenso em sacrifício,
Com todo o tempo já passado, mal vivido,
Para ganhar esse sorriso, não apenas pintado de novo,
(Re)Faz-se em carreiras obtusas, trilhado em remendos,
No verdadeiro recomeço de uma história sem fim,
Mesmo daquelas menos percebidas, abundantes em si,
Espontâneas num princípio perfeito no ausente,
Mas que a ele consome debilmente a sua atenção,
onde crê amar, desejar, roer um pedaço que outrora abundou,
Sim, se você ambiciona conquistar a minha preferência,
não me compre, não me julgue, não se divirta comigo!
Dispenso lista de boas-vindas, gestos exageradamente controlados,
Esses docilmente serão arquivados,
Aquando as lágrimas corridas caírem de arrependimento,
Mas aí, digo-lhe, o tempo passou,
Para conquistar a minha confiança, a minha presença,
Digna de tamanha menção,
Você, deverá, antes de tudo merecê-la, pelo que duvido.
Seja rebelde, atue, aja em conformidade,
Sei que não é fácil, mas digo-lhe que eu valho tamanho esforço,
Experimente, seja consciente!
É de si, e para si,
que a conquista - eu - balança por si!
domingo, 29 de julho de 2012
Resta-nos, a Solidão!
Passo a
passo, ficamos sós,
Por momentos
recordados ou esquecidos,
Como se de
guetos ou ruelas se tratassem,
Chegado o
instante de identificar as memórias,
Para subscrever
um beijo epistolar,
Embora que
estupidamente desejado.
Ausentes sem
terem morrido,
Vivos
dementes, defuntos numa lucidez louca,
Vemos a
vida ser respirada por outrem,
Descobrindo
nesse estilo que não nos pertence,
A inutilidade
da nossa existência,
Numa
dissimulada paciência em conter a nossa vida.
Vemos pela
janela entreaberta,
O sol quente
vivo de inverno numa alma esquisita,
Que versatilmente
assaltam os meus sentimentos.
Assistimos à
anulação firme e destemida,
De um nome
vulgar, algo humano,
Num mundo
que não nos pertence.
E tudo aquilo
que era lúcido e sentido em nós,
Num doce
momento se transforma em pura solidão.
domingo, 22 de julho de 2012
A ti.
Onde estarás tu minha querida
luxúria? Tenho saudades. As lágrimas que me caem no rosto parecem rochas que
pesam, alegoria em ti. Tenho tantas saudades tuas. Amar-te foi uma aventura que
voltaria a repetir por cada nova vida, por cada (re)começo. Amar-te foi tão
forte que força alguma poderá traduzir esta vontade em ver-te. Como foi bom
casar contigo e permanecer em ti tantos anos. Fazes-me falta. As lágrimas caem-me pelo rosto e sinto o teu cheiro. O
resultado perene, para nós, foi tão forte tão bonito, realeza em nós. Não são
doutores, mas são doutos em valores. Vejo neles a tua imagem, a tua atitude, o
teu ser, imatura sensação. Tenho saudades tuas, das noites que passamos à
lareira, das nossas idas ao campo, dos nossos acordares, do meu sufoco, do teu
abraço ao deitar e o teu beijo ao adormecer, enquanto morríamos. Tenho saudades
tuas. As lágrimas que me caem no rosto parecem ressuscitar um impulso
adormecido. Imagino-te a sorrir, o prazer que em mim provocas. Acredito que
onde estejas terás uma nobre missão, mas com o egoísmo do amor sinto vontade de
partir e continuar teu, para sempre. Tenho saudades tuas.
Ressuscita em mim!
sexta-feira, 22 de junho de 2012
De um inconformismo sentido
Sim,
Talvez porque não saibam mentir,
De uma imensa subversão ao reto sentido,
começando em ti a inércia da insatisfação,
Como se de um engano se tratasse.
Ajuízas, opinas, renasces,
Sais mesmo quando pareces não entrar,
Não te conformas, irónico destino,
De uma melodia perfumada em conceitos.
Não respondas, urgem as questões,
Significado de um efémero paraíso em ti,
De singelos atentados a um pudor qualquer,
Mudos e breves,
Querem, em ti o retrato de um animal sem freio,
Afirmam que sombras, não existem,
No mundo em ti, no receio vivo,
creio!
domingo, 20 de maio de 2012
Inverso
Não são mais que coisas,
Apenas coisas...
Invariáveis factos de um presente qualquer,
Permanecem.
Estrutura invertida que outrora susteve-me,
Ausente!
Inconsciente leveza de um sentido oscilante,
Desnorteado.
Não deixa de ser tempo,
Apenas um tempo.
sábado, 5 de maio de 2012
Seduz-me
Desconheço a cor das
lágrimas vertidas em expressões turvas,
Invisual, não mais que a lucidez da visão.
Sou ignorante e apenas sei o significado da repetição.
Protejo os diários manuscritos dentro da memória de cada letra,
E vou rabiscando ao som de ti.
Qualquer coisa que
queira ouvir e o teu toque não me diga...
Qualquer coisa que queiras ser e eu o possa viver,
Que possamos sentir espreitando entre passos e ruídos de saudade do tempo.
Ao lado de bancos perdidos no branco de um novo sonho desconhecido,
Qualquer coisa por entre os dedos desenha corpos estendidos num abraço subtil de um beijo.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Luzes
Quatro da tarde, tomei o jornal e saí para a rua, onde o dia me esperava.
No topo, o sol brilhava timidamente num pálido sentido, porém o frio tomava parte do momento.
Rasguei o correio, num envelope húmido, o único habitante daquele condomínio.
Dentro encontrava-se uma folha rasurada, desajeitada! Delicadamente desdobrei-a, no entanto o seu conteúdo traduziu-se num vazio de palavras em todo o espaço.
Guardei-a em mim!
Entrei naquela rua,
passei a travessa num passo melancólico, não tinha compromissos.
Parei, observei, tudo ao meu redor dançava, num movimento inconstante de o ser, em atos e criações íntimas de o ser, de um tempo por inventar.
Em mim, um ligeiro tremer desassossega-me.
Timidamente observei a vida, sufocando-me num silêncio de e para mim,
Tudo em números, a procura impaciente de eles mesmos, numa busca infinita.
Levei a mão ao bolso, não senti a folha rasurada, já não me pertencia. Era mais um!
Despertei!
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Baila
Queria ter dançado com o nascer do sol,
mas o meu par não apareceu,
há quem diga que se arrependeu,
outros provocam, dizendo que se esqueceu,
por fim, aqueles que recordam os sonhos onde o pôr do sol ficou,
e por lá se... apaixonou!
Vem, quero bailar ao teu ritmo,
sou louco, errado, feito de charme,
Em ti, o drama inibe a noite perpetuada,
E sigo, sigo... aqui esperando a nossa dança,
O terno sentido do norte de quem por lá se...
Apaixonou!
sexta-feira, 30 de março de 2012
Meu Fado

Nos dias em que estou distante,
acabando por regressar,
sinto falta da minha ausência,
e de sentir a falta de não sentir,
define a minha solidão,
meu fado esperou-te por mil anos,
morrendo a cada dia de espera em ti,
um dia, quando o fado pertencer ao despertar,
despeÇo-me,
frio como a cama onde me deito,
onde hoje não voltarei,
no amanhã de nada vale pensar,
porque o fado não é citação,
de todo espelhado em actos,
muito menos se lê em palavras,
fado é imperfeição apaixonada,
é retirar prazer do desgosto,
pinta-se no meu obscuro,
fado é o sorriso da dor,
não se perde nos dias,
e os dias nunca terminam,
embora eu tenha que partir,
A-deus!
quinta-feira, 22 de março de 2012
Grito

Tragam-me a morte!
Porque a minha existência já não me pertence,
quando é fraca e enganada,
quando o fascínio é uma ilusão,
aos olhos de quem me vê,
e permaneces na minha confiança,
num repetido engano,
pelo subtil caminho da ironia,
percebo que afinal desconheço,
e o porquê de vivermos a distância,
o porquê desta ausência,
as desilusões são a minha esperança,
são discursos sem termo,
que nos falam sobre nada,
desprovidas de conteúdo,
senso comum em fantasia,
complemento desfigurado,
matam-me o sentido,
odeio-te por seres em mim,
pela forma arrogante com que me usas,
pelo capricho de mim quando te apetece,
és tu, o meu ser, o meu desgosto,
quem sorri num instante sem rosto,
triste, é ser pedaços de ti!
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Flutuo

A inspiraÇão não se deseja a si mesma,
supõe que se cansa do próprio cansaÇo,
omite o que é estar sóbria,
perturbada na consequência de um abraÇo,
enfrenta as arrogantes frases dos normais,
inspirada por meros raros iguais.
Nas madrugadas vagas,
que se sucedem num permanente acordar,
despe-se em vestido num monótono desperdício,
rompe o já gasto esperar.
Encobre o escuro brilhante que ilumina o vago,
mostra-se ao incógnito num irónico pormenor!
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Maybe... tomorrow i'll drown!

Desejo nunca mais o ser,
despertar naquele instável que ainda me confunde,
engraçada a forma de me perder em ti,
entre movimentos sem cor,
sem expressões para se lerem,
disfruto nas escondidas do tempo,
divirto-me com o amargo dos dias,
renasce o medo de não mais compreender,
este vício de te reescrever,
felicito as ilusões,
fantasio em torno das emoções,
decoradas de simples provocações,
no pouco que ainda me resta,
em jeito do meu ser, imperfeito...
momentos distantes, ausentes,
num corpo que se debate,
inconscientemente demente!
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Rascunho

As frases soltam-se sem vogais,
lêem-se numa plasticidade sem retrato,
transformam-se numa multiplicidade de escrita,
isoladas num obstante significado opaco,
baloiçam entre inspiração e recordação,
sentimento ou desilusão,
outrora desassossego físico de contrastes,
uma imagem translúcida,
escrita no infinito do íntimo,
pedaços vazios de consciências desfeitas,
descontextualizadas de um parelelismo invulgar.
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