
Tragam-me a morte!
Porque a minha existência já não me pertence,
quando é fraca e enganada,
quando o fascínio é uma ilusão,
aos olhos de quem me vê,
e permaneces na minha confiança,
num repetido engano,
pelo subtil caminho da ironia,
percebo que afinal desconheço,
e o porquê de vivermos a distância,
o porquê desta ausência,
as desilusões são a minha esperança,
são discursos sem termo,
que nos falam sobre nada,
desprovidas de conteúdo,
senso comum em fantasia,
complemento desfigurado,
matam-me o sentido,
odeio-te por seres em mim,
pela forma arrogante com que me usas,
pelo capricho de mim quando te apetece,
és tu, o meu ser, o meu desgosto,
quem sorri num instante sem rosto,
triste, é ser pedaços de ti!
2 comentários:
Poderoso e belo, mas tão triste...
Maquiavelicamente perfeito! Medonho mas arrebatador sem qlq sombra de dúvida!
Parabéns meu amor!
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