domingo, 22 de julho de 2012

A ti.





Onde estarás tu minha querida luxúria? Tenho saudades. As lágrimas que me caem no rosto parecem rochas que pesam, alegoria em ti. Tenho tantas saudades tuas. Amar-te foi uma aventura que voltaria a repetir por cada nova vida, por cada (re)começo. Amar-te foi tão forte que força alguma poderá traduzir esta vontade em ver-te. Como foi bom casar contigo e permanecer em ti tantos anos. Fazes-me falta. As lágrimas caem-me pelo rosto e sinto o teu cheiro. O resultado perene, para nós, foi tão forte tão bonito, realeza em nós. Não são doutores, mas são doutos em valores. Vejo neles a tua imagem, a tua atitude, o teu ser, imatura sensação. Tenho saudades tuas, das noites que passamos à lareira, das nossas idas ao campo, dos nossos acordares, do meu sufoco, do teu abraço ao deitar e o teu beijo ao adormecer, enquanto morríamos. Tenho saudades tuas. As lágrimas que me caem no rosto parecem ressuscitar um impulso adormecido. Imagino-te a sorrir, o prazer que em mim provocas. Acredito que onde estejas terás uma nobre missão, mas com o egoísmo do amor sinto vontade de partir e continuar teu, para sempre. Tenho saudades tuas.
Ressuscita em mim!



5 comentários:

Liliana Pereira disse...

Derreto-me com estes textos!
Parabéns!

Liliana Pereira disse...

Derreto-me com estes textos!
Parabéns!

Liliana Pereira disse...

Derreto-me com estes textos, sempre!
Parabéns!

João Roque disse...

Embora a imagem me confunda um pouco (parece-me desajustada), gostei imenso da prosa.

Um brasileiro disse...

Ola. Tudo blz. Estive aqui dando uma olhada. Muito intressante. Apareça por la. Abraços.