sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Sombras Ausentes



Sombras ausentes de textos rasgados impressos a tinta negra abandonaram o meu passado. A minha sombra abandonou-me, fugiu, partiu, despiu-me neste mundo que carrego e transporto, mesmo não sabendo a sua morada. A minha sombra deixou-me presos na garganta hinos melancólicos que seduzem os meus ouvidos e enfeitiçam o meu olhar. A minha sombra pintou a minha alma de tons alegres, tons de dor e de ausência. A minha triste sombra desapareceu, um vazio apoderou-se de mim! Ser triste é ter alma de poeta, é cantar poesia, é ver além mar. Ser poeta é falar sem compromissos, filosofar sem sentido, é pensar demasiado e perder todo o encanto. Ser um sujeito sem sombra, é ter o desejo de encontrar uma nova, é tornar-se numa busca incessante por uma identidade, por uma parte de nós que por vezes se ausenta.
A minha sombra se asentou, uma parte de mim se perdeu, um pedaço deste poeta morreu!

1 comentário:

silvia disse...

Gostei... gostei mesmo mt