quinta-feira, 19 de março de 2009

Tudo que odeio no ser...


Odeio esse jeitinho falso que balança em brisas loucas de inveja moldadas de tentativas falhadas de posse... De possuires aquilo que me pertence, de te empenhares em afastar aquilo que é meu por natureza, mas que tanto desejas, não passando de saques obsoletos, de ambições frustradas. É uma questão de loucura, onde a tua extravaza os trâmites legais da minha paciência, da minha capacidade de aceitação, do meu sofrimento. Não quero, não posso, não consigo aceitar tais actos que de tão vulgares que são me ultrapassam, uma vez que sei apreciar classe e rejeito a vulgaridade que há em ti, o desespero de um dia possuires a virtú que me preenche e que tão me caracteriza. Sinto-me único, e de tão "valioso" que sou não me exponho a frustrações alheias, a desejos falhados.
Tudo que odeio num ser, tudo que odeio em ti, tudo que odeio em mim... não passam de meros ódios que um dia diluir-se-ão com a impotência que sentirás quando ousares tocar no meu ser!

3 comentários:

Daniel Silva disse...

O último parágrafo é a confirmação de não seres vulgar, ou a diluição dos "ódios" para a entrega?

Gostei muito de ler. Não é qualquer pessoa que nos merece.

UMA PAGINA PARA DOIS disse...

Hoje só estou passando para desejar um feliz dia do blogueiro,
com um final de semana cheio de amor e esperança.
Aproveito para deixar um lindo poema de Mário Quintana


Amar: Fechei os olhos para não te ver e a
minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados
desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada
nasceram sussurros e palavras mudas que te dediquei....
O amor é quando a gente mora um no outro.

(Mário Quintana)

Abraços:Eduardo Poisl

Paulo - Intemporal disse...

No Dia Mundial da Poesia, deposito aqui um ramo de sílabas que mais tarde virei colher na vogalização de tantas as palavras de en.cantar.

e saio _______________________________ rendido.

Um abraço[.]