quarta-feira, 8 de abril de 2009

Ao estilo do VIOLINO de Picasso!


Seria bem mais comum se pudéssemos analisar a nossa passagem como Picasso pintou e retratou o seu violino. Como seria bem mais rápido se pudéssemos colocar no mesmo plano todas as perspectivas de um facto, onde os vários ângulos se misturavam em melodias de encantar, em extratos de tinta.
Com traços (im)perfeitos na sua tela, Picasso, revelou-nos um violino sem perspectiva, onde os simples riscos representavam todas as frustrações e ambiguidades da sua vida. A sua técnica impunha vários pontos de vista do instrumento que a pouco e pouco se vai corroendo num plano único de superfícies pintadas. Toda a sua arte foi considerada uma distorção da realidade, enquanto o pobre violino gemia baixinho tristes excertos musicais de uma obra original, porém inacabada.
O retrato genial de Picasso num formato de um pobre violino realça a nossa incapacidade de o imitar, pois somos uma pequena parte integrante do violino, sem nunca conseguirmos ver a totalidade de nós mesmos, nem dos outros, até mesmo da própria vida.
Quem não gostaria de ver a sua vida retratada na obra de Picasso? Onde o pequeno violino tem o pleno controle da sua vida, de cada acorde, de cada nota solta. Fica-nos a esperança de adquirir novas figuras transformando-as em novos espectáculos de tons e sons onde o simples violino apresentará esse espectáculo sem cessar, sem nunca parar.

5 comentários:

Flavio Ferrari disse...

Todo mundo, de perto, parece uma obra de Picasso ...

_Malinha viajante disse...

Obrigada pela visitinha!!
Adoro Picasso, boa escolha sem dúvida!!:))
Volta sempre!
bjs
_malinha

João disse...

Gostei do texto.

Os artistas são verdadeiros quando conseguem transportar-nos para fora da nossa realidade e levar-nos até um mundo novo, gosto de pensar que aí reside o verdadeiro motivo.

Abraço

Lobinho disse...

altamente... brutal... o que escreves, a imagem tão bem colada ao que escreves (ou vice-versa) e o violina a tomar forma no video. delicious.... spectacular, spectacular... brutal...

C. disse...

Se nao sou essa obra, tento ser a cada dia como se fosse.