domingo, 13 de setembro de 2009

In(tranquilidade)



Os mundos preenchiam-se e o meu declínio começava,

Surgiam vultos do princípio que me fazia olhar para,

Porque prendia-se aquilo que eu já sabia ser.

Combatia uma realidade vazia de emoções

Sem que o entretanto chegasse.

Toques consentidos no até amanhã de perdão

Sem que as imagens deixassem de correr sem mais parar.

Passageiro nesta vaga de tortura,

Enquanto o destino ousar abusar de tal ventura.

5 comentários:

Daniel Silva (Lobinho) disse...

A melhor prosa pode ser aquela que é deixada á interpretação do leitor. É o caso. Ainda assim, embelezado por coisas como isto:

"Combatia uma realidade vazia de emoções
Sem que o entretanto chegasse.
Toques consentidos no até amanhã de perdão"

Muito, muito belo.

Abraço

Bernardo disse...

tão lindo

Rabisco disse...

Instabilidade, intranquilidade...o desconsolo da alma!

Transmitiste-os muito bem Hugo!

Abraço grande

Cleó disse...

Sublime e ousado como sempre, um equilíbrio maluco em que a razão se desfaz numa loucura,incostante^^
DA PRA ENTENDE?
PERFEITO!

Carla disse...

Muito bonito!
Deixei no meu blogue um prémio para ti, espero que aprecies! Bjs