quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Ser-se



Sou o tal, que sabe não ser menos vão,
Dos seus amigos tácitos, a única vingança,
Amor e perdão.
E do esquecimento ao ódio cristão,
Plebe injúria, ilustres modos,
Do erro singular, árdua tentação,
É-se um todo, verbos em espada,
Aquele que deslumbra o além,
Pedaços em si, sentença d'alguém,
Na luta um esquecimento,
Silêncio em pó,
O todo, o nada.

Hugo de Oliveira
Foto: globo.com

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Noite Perpetuada

Contempla silenciosamente o teu destino.
Nem pátrias ou nações, talvez palatos memoráveis,
Prevalecerão no (in)consciente sentido.
Solta verbos, vocábulos, o coração que reprimo,
No entardecer de cada palavra,
Rasgo sensações, teu corpo, meu mimo.

Lavras a viril orla noturna,
Suor, teus braços, ténues afáveis,
Aquele tremor, sílaba transfigurada,
A marca ausente, teu corpo presente,
Dessa noite entardecida, (mal)dita, amada.

Hugo de Oliveira

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A vida inspira-te!



... e nessas memórias agora divulgadas, insisto permanecer em vós,
Mulheres esperançosas, dessa força vigente, perfume floral,
Envolta de tamanho espírito lutador nessa batalha desigual,
Que te rouba, lentamente, dita ânsia de viver.
Porém, a ordem permanece em vós,
E a louca crença de sorrir prevalece,
Do medo pegar o sofrimento alheio,
Chorando baixinho a dor do teu cancro.

Calem a dor, silenciem o tumor!

E no concílio divino tenham fé nesse Deus,
Onde a calma vontade apazígua a vida,
Permanecendo em contos, tristes histórias letais,
Ansiando que a sua seja díspar, tamanha ferida.
E dos corpos invadidos pelo mal imperfeito,
Saboreamos a música sonar, tropecido coração feito cristais,
Do passado ainda por viver, desse beijar amor. Persistir.
Hoje tu, ontem eu, amanhã a enorme vontade comum de existir.

E foram anseios,
Desejos estagnados rejuvenescidos na vida que me espera.
Sinto timidamente o amor no meu corpo,
Este que fingia esquecer.
E no tira teimas do espelho letal,
Abraçou seu semblante, sussurrando a doce fantasia,
Dançando a epifania da fortuna,
Tamanha vontade de viver,
Naquele toque que ainda hoje arrepia.

Sabes, na (in)felicidade daquele lugar,
A luta constante de tamanho ser,
Fantasiando alegorias do mundo por viver,
Rejuvenescemos imunes à dor,
Lutando pela vida, aquela que jamais queremos perder.

Sim, é. Ser-se mulher um privilégio.
Vencer está ao teu alcance.
Respira vida. Luta. E cala a dor,
Gritando verbos de amor,
Que a vida permanececerá em ti,
Mulher ventura, corpo infundido, luta vencida.

Hugo de Oliveira

Foto: olhares.sapo.pt

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Tu Podes: Lê e Previne!


... E nessas memórias agora divulgadas insisto permanecer em vós, mulheres esperançosas, dessa força vigente e delicadeza floral, envolto de tamanho espírito lutador nesta batalha desigual, que nos rouba lentamente a vontade em viver. Porém, a ordem permanece em vós, e a louca crença em viver prevalece, ocultando sentimentos, do medo pegar o sofrimento aos próximos, preferindo chorar baixinho a dor do cancro. Calem a dor, silenciem o tumor e agarrem-se à vida, aos que tanto amam. E no concílio divino tenham fé num qualquer Deus, onde as vontades calmas apaziguam a vida. E permanecemos em contos e histórias tristes e letais, ansiando que a nossa seja díspar, e tomem o meu exemplo, sem nunca desistir um toque beijou o meu espírito. E em corpos invadidos por um tumor imperfeito, ouvimos a música sonar, tropeçando na angústia e mazelas do passado ainda por viver, nesse beija-amor, hoje tu, ontem eu, amanhã a enorme vontade comum em existir. A noite foi-se dissipando, os médicos sorrindo na doce melodia, porque a solidão que habitou na minha mente, demasiado dolorosa e insuportável dissipou-se. E foram anseios, desejos estagnados que agora parecem rejuvenescer nesta vida que me espera. Sinto, timidamente o amor no meu corpo, este que não reconhecia. E nas lembranças mais dolorosas desmenti e confundi esse malvado tumor, refugiando-me na tremenda vontade em abraçar o que ainda não vivi. E agora, aquela mulher que receava ver-se ao espelho sussurra doces fantasias, dança na fortuna do momento, no imprevisto desse timbre, naquele toque que ainda arrepia. E as emoções outrora adormecidas são o alimento desta sede percorrer o incerto, a descoberta do chão que parecia querer fugir. Criam-se sorrisos narrados a olhares inocentes na hora de partir, esta mulher que vos escreve, que respira a vossa dor, partilha as suas memórias, abraçadas na impossibilidade do toque, caminham juntas nesta dor partilhada, que graças à força do amor ultrapassam esse ‘corpo’ que ousou invadir o teu. Sabes, é-se feliz naquele lugar, onde a luta é constante, fantasiando o mundo por viver, rejuvenescemos imunes à dor, lutamos pela vida, aquela que jamais queremos perder. Sim, é. Ser-se Mulher um privilégio, vencer está ao alcance de todas, respira vida, cala a dor e gritando verbos de amor a vida permanece em ti, mulher ventura, corpo infundido, luta vencida.

Hugo de Oliveira

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Múltiplos Seres



Foram almas por demais num só corpo,
Enlouquecidas, rudes canibais,
Gestos controlados,perenes animais.
Medíocre ser, arremedo vilão.
E aqueles seres dentro do meu ser,
Enleio de alma para eu [sobre]viver,
Do teu corpo deleito de saudade,
Beijo-lhe as mãos, ao corpo, pés em sombra.
(Sentes?)
E os sonhos nunca antes vividos,
Pretérito (im)perfeito, lúcido e divino,
Permanece em mim, diminutivo comum,
Almejado cretino, tamanho destino,
Dissipando-se no mar, o sonhos perdido.
E da ode gritante, triste o meu fado,
Razões díspares, tumultuosa virtude,
O meio ténue do corpo vivido,
Outrora ausente, agora habitado.

Hugo de Oliveira

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Nunca mais

Foto: Sigur Ros

Demais foram os medos, letais e fatais.
Das madrugadas que tais, foram eternas demais,
Todos os ventres conquistados, dos beijos mortais,
Emprenhados, estrangulados, virgens cristais.
Sombrio ventre audaz do amor beberei,
Das trevas perenes corpos celestiais,
Atracados na maresia ao largo do purgatório,
Parti sem destino, sem saber porque embarquei.
E amar por demais, sempre demais, a dor que sufoca,
Do espelho cristalino, meio vertido, sopro divino,
Nas chagas ecléticas almejado destino.
Saboreio a dúvida em partir ou ficar,
Procurando em ti, de mim para mais ninguém,
Do propósito vigente, ao amor me entreguei,
As almas displicentes unidas no eterno,
Dos versos rasgados, o tempo cremei.
E do para sempre a mais direi,
Nunca, prostrado, no amor errei,
Até ao dia, no entardecer solarengo,
A dor do teu abraço chorei,
Dum corpo evasivo, dum amor por demais.
Mais, amar a mais, nunca é demais.


Hugo de Oliveira

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A dor do teu abraço


E porque choram os meus olhos a dor do teu abraço?
O intemporal dissipa-se nesta chuva de inverno.
Os rostos carpem lágrimas de saudade.
Faz frio, mas o teu olhar não se move.
Resiste ao pecado do movimento e nem se debate.
Aquele passado torna-se cristalino no para sempre.
O estranho toque de um beijo ardente,
Ainda me inspira nas visões futuras que recordo.
No até já do para sempre permaneço na saudade,
Louca e sufocante dos teus braços perenes.
Mas sem nunca nos tocarmos um abraço deixa de existir,
O toque é indolor à tua presença.Preenche-me o saber que aí estás,
Um meio abraço metade cheio, verte-se em sabor.
Um dia fomos animais e gostamos um do outro,
Vasculhamos os corpos nesse impasse, fomos imprevistos no desejo.
Incertos. Precipitados, fomos comuns nessa alegoria.
Fingimos distantes do amanhecer.
Fomos animais e permanecemos abraçados.
Inalo a sintonia do amor,
Corpos cristalinos, o toque do beijo.

Texto: Hugo de Oliveira

Imagem: Faroe Islands

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Cores, livres.



Imagino as cores como elas não são,
Como que se os domingos permanecessem inócuos,
A presente textura da solidão.
Imagino se a dor tivesse uma música,
Ou se a brisa cheirasse a baunilha,
O oceano rabiscasse na queda da paixão,
O insensato prescrito na vaga da tertúlia,
Como se o para sempre fosse um até já,
Ou, simplesmente um minuto daquela hora!


Hugo de Oliveira in "Mulher Chuva" (2012)

Foto: amadeuopinies.blogspot

terça-feira, 29 de abril de 2014

Muralhas

Sonhos perdidos na derrocada divinal,
Dos astros beija-flor entardecido,
Do castelo torpe desvanecido,
Teu corpo vigente, amor carnal.
Se é Verão o cheiro de Inverno,
Poeira em ruínas do sol adormecido,
Um pasmo que sente tamanha dor,
Dessa pele crescente, terra ou animal.
E nos escombros sombrios carpem almas,
Que beijam pedras, procriam heras,
Na roda-viva o bem destruir,
Bebemos desse copo o verbo sorrir,
Tamanho encanto, sonho ou ilusão.
Permiti tombar as ténues muralhas,
De fogo posto amar ou partir,
Acreditei em sonhos suspensos,
Na melodia do beijo vivi,
Em teus lábios traguei a doce ária,
No teu corpo cresci em paixão,
Jorrado em lágrimas torpeci,
Nos teus olhos amor senti,
Permaneci. Parti.

Hugo de Oliveira



Fotografia: Imogen Cunningham

segunda-feira, 31 de março de 2014

Vem, clandestino.


Nesta pedra flutuante rasgo sorrisos,
Na esperança que venhas à noitinha,
Na hora do desassossego, o brilho cansado,
Se as estrelas latentes brilhassem,
Ficávamos unidos na dor de um abraço.
E recordar o sabor das tuas palavras,
O teu cheiro, o perfume do teu passo,
O fulgor no teu olhar, as tuas mãos,
Unidas num beijo, a dor, o cansaço.
Se tu viesses, meu bem, no instante perene e louco,
Rindo e fervilhando na vaga do bem-querer,
Em tons primaveris no pesar do sufoco,
Gritávamos baixinho a força do amor.
E de rosas ao peito, o cravo e sal do mar,
Cerram os olhos perdidos no desejo,
As lágrimas secavam,
Os gritos calavam,
Os braços que fraquejavam,
Estendidos nessa dor.
Ai…
Se viesses doido e clandestino…
Fugiria contigo, nas asas do amor.

(imagem: publicandosonhos.blogspot).

sábado, 8 de março de 2014

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Jangadas do Tejo

Quando as gaivotas deixarem de voar,
e o toque do teu beijo nos envenenar,
sucumbo aos prazeres do suave rio,
visto o corpo da noite,
a alma perene,
deixo-me esquecer,
serei rosto despidos da escuridão,
repouso a mente num banho imundo,
suavemente flutuo na triste solidão,
as insónias saram o arrependimento,
disfarçadas de canoas vigente,
de medos clementes,
vagueiam na margem.


Hugo de Oliveira (página facebook).


sábado, 18 de janeiro de 2014

Apresentação de Livro | Pecado e Luxúria: pasmos eróticos em poesia

Autor: Hugo de Oliveira

Felgueiras | Biblioteca Municipal de Felgueiras | 25 de janeiro, às 16h00
Hugo de Oliveira, nasceu a 27 de março de 1988, numa pacata aldeia do concelho de Felgueiras, porém a vontade de respirar confusão de uma vida cosmopolita levou-o para a agitada cidade de Lisboa.
No tocante à sua formação académica e literária é licenciado em Relações Internacionais (Universidade do Minho), com especialização em Ciência Politica (ISCTE-IUL), diz rever na arte das palavras uma diplomacia abstrata de expressões.
Canhoto assumido analisa de uma outra perspetiva o ângulo literário deste tão nobre dom, a escrita.
Entusiasta das emoções, apreciador nato de artes expressivas, do teatro ao cinema, descreve-se num meio termo de uma obra inacabada.
Data Inicio: 2014-01-25 16:00
Data Fim: 2014-01-25 18:00
 
Fonte: CM Felgueiras

domingo, 1 de dezembro de 2013

"Pecado & Luxúria: Pasmos Eróticos em Poesia"




Atenção: o Natal está próximo e haverá melhor prenda que comprar o meu livro "Pecado & Luxúria"!? 

Locais onde se encontra à venda:

Está disponível online no nosso site e na FNAC.PT, Wook, na bertrand Online e no Sítio do Livro. É possível, também, encomendá-lo em qualquer balcão Fnac, Book.it e Bertrand.

Livrarias:

Livraria Les Enfants Terribles
Cinema Nimas
Av. 5 de Outubro, 42B
1050 Lisboa

Livraria Nun’Álvares
Rua 5 de Outubro, n.º 59
7300-133 Portalegre

Livraria Papelaria 115
Praça 8 de Maio, n.º 29
3000-300 Coimbra

Livraria Branco
Rua Dr. Roque Silveira, n.º 95
5000-630 Vila Real

Livraria Caminho
Rua Pedro Santarém, n.º 41
2000-223 Santarém

Representações Online
Praça do Comércio, n.º 108
4720-337 Ferreiros AMR

Livraria BrincoLivro
Rua Alexandre Herculano, 301
3510 – 038 Viseu

Livraria Universo
Rua do Concelho, n.º 13
2900-331 Setúbal

Livraria de José Alves
Rua da Fábrica, n.º 74
4050-246 Porto

Livraria Esperança
Rua dos Ferreiros, 119
9000-082 Funchal

Nazareth e Filho
Praça do Giraldo, 46
7000-406 Évora

Livraria Graça
Rua da Junqueira, n.º 46
4490-519 Póvoa do Varzim

Aliete S Clara Brito
Avenida 25 de Abril, lote 24 R/C
8500-511 Portimão

Livraria Caravana
Morada Sede: Av. 25 de Abril, Edf. Vila Flôr 6º
8100-596 Loulé

Livraria Papelaria Meneses
Rua da Sobreira, n.º 206 Paços de Brandão
4535- 297 Aveiro.

sábado, 19 de outubro de 2013