domingo, 17 de abril de 2011

Hoje!


Arrepios tentadores de pura provocação,

profundamente denunciadores de gestos perdidos,

vincados por rasuras da ignorância fértil.


Observo gavetas que escondem segredos de luz,

Sonhos de papel envidraÇados em tela,

Analiso perdido coisas que nada vejo,

Vontade dispersa no ausente do tudo a que assisto.


Hoje!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Asfixia

... e ali permanecia, perpétuo, inquieto, observando o vento dançando entre mim, com o mar os beijos gelados que me acariciavam a face, aquando a envolvência corporal aquecia o desejo impuro, que impunha o constante baloiçar na definição atraente do olhar de não saber... ser-se!

Sinais

Abraço-te, desconhecido! Perco-me em ruas, ciente daquilo que vês, viajando em contratempos. Perco-me em ruas, ausente daquilo que sentes, simples viagens num presente distante, esperando no passado um murmúrio de alfabetos, frases em que possa descrever-te! Perco-me em ruas, onde encontro o que tu vês, pegadas pisadas ausentes de danças cruzadas, em reflexos primários em tons de preto e branco, diluídos em sopros de imagens, mensagens presentes, público! Perco-me em ruas, respiro visões, onde assisto à nudez da luz encoberta, cigarros fumados descrevem o teu caminho, odores singulares esquecidos em experiências coincidentes, Inspiro! Não te vejo, em ruas perdidas... Vejo-me!

terça-feira, 29 de março de 2011

Caos


Sozinho me encontro,

Icompleto pertenço-me,

Neste ambiente tão distante de mim,

Incuto o caos organizado que me afasta,

Que me distrai o pensamento,

E asfixia-me de alegria,

Numa intolerância sem fim,

Onde o tempo inspira magia!

sábado, 12 de março de 2011

... e o tempo parou :)


Escuto o frio de tudo o que se passa

Finjo esquecer-me do presente

Que o tempo parou,

Que o texto ainda não terminou

Talvez porque não saiba qual o seu fim

A dificuldade em conjugar-me

Em remeter-me a uma hipotética análise

Sem ter que descrever o que digo

Sem ouvir o barulho que lá fora mudou

Naquele momento em que o tempo parou! :)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

(des)gasto!


São rostos desgastados

descontextualizados de sentido

apagados de memórias guardadas

perdidos nas juras momentâneas.

O rumo é o meu guião,

Os traços a minha razão,

O contexto a minha paixão

Tu, o meu alento

e tudo o meu abraço.

Perdido na áurea, asfixiado!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Lê-ME


Escrevo para quem... lê-me,

Para quem desconhece-me

Quem em mim não se revê, escrevo-me.

Para o presente que de mim está, esqueço-me!

Escrevo para o ausente,

Que em registos acompanha-me

No auge ferido do compreende-me!

Insisto em viver, iludo-me.

Escrevo para aquele que não lê-me,

Para quem desconhece-me

Para aquele que em mim, inspira-me

Ao tempo que... regressa-me!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

|Puta|


\Quando a noite surge\

\Acordas para a vida\

\Não vives... Sobrevives! \

\Tomas o teu banho\

\O espelho aconselha-te a PARAR!\

\Incentiva-te à reflexão\

\Choras, estás cansada, mas não dizes NÃO!\

\Borras os lábios, vermelho, o teu baton favorito\

\Roupas provocantes e preparada para a rotina\

\És mulher, submissa\

\O cliente aproxima-se, f***** e paga\

\Quanto é? ... €\

\Cospe nas notas e sopra em direcção ao teu rosto\

\És um objecto, descartável...\

\Mais um cliente, mais um "frete"\

\Pena de ti... do teu Sofrimento, PUTA!\

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Até já!


No para sempre do até já

Permaneço no tempo,

Sem saber a qual tempo pertenço.

Será o tempo que me escapa?

Ou tempo que rejeito?

Repouso no dorso das palavras,

envolto do semblante das emoções

Contornando adversidades

Sorrindo nas imperfeições!


sábado, 18 de dezembro de 2010

Suspiro


Rabisco teu nome a pincel

Um suspiro desenhado em folhas de papel

Anuncio que preciso de ti

No conjunto que penso ser

Cerro os olhos e sinto-te aqui

Sem nunca te pertencer.

Vagueio entre cais e desgostos,

Venerando-te em diferentes faces.

E no fim consigo ouvir-te sorrir,

Na minha pele ainda te fazes sentir.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Luz vaga

Naquele sublime recanto
Eternizo as palavras que ficaram por dizer
(Re)edito prazeres que estão por viver
Naquele fragmentado recanto.
Seduzo-me em sentimentos vulgares
Pensamentos desiguais
Figuras algo banais,
Presas em metamorfoses identificadas,
Na vontade do imaginário.


MESA - "Luz Vaga"

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

(Sen)tido!

Vejo o amor envergonhado preso no olhar,
no cheiro das cantigos que escuto em cada esquina,
no falsear da memória desmentida,
encontro um (re)canto onde aprenda a estar!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Tempo


Inicio pelo termo, pois a partida já não a vejo,

na panóplia das palavras floresce o árduo desejo.

Invejo aqueles que alcançam o esquecimento,

vencendo o momento, o desleal contratempo,

materializando o cálculo do tempo!

sábado, 25 de setembro de 2010

Alucinado

Alucinante forma de sentir,
as tardes salteadas entre formas,
traçadas ao ritmo imperativo do canto.
Alucinante forma de sorrir,
a escuridão salpicando o sentido do inesperado,
nas diferentes sobriedades riscadas,
nos permanentes toques alucinantes!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vazio

Desintoxico-me da vulgaridade,

Intoxico-me da vulnerabilidade,

Crescer faz-me questionar,

A beleza que me intriga do meu caminhar,

Gestos que reproduzem uma linguagem por mim traduzida,

Uma comunicação que me transmite serenidade,

O obscuro traduzido no frio do Inverno,

Do presente ainda perdido.